segunda-feira, 17 de março de 2008

Quilhas – Saiba como usar esta ferramenta de direção



Falar sobre quilhas e seus fundamentos é um assunto bastante complexo, vou falar um pouco sobre ângulos, direcionamento, posições e tamanho. Desde que comecei a surfar de waveski sempre existiu uma carência muito grande de encontrar quilhas adequadas para o esporte, então como só tínhamos um tamanho padrão de quilhas, quando o mar crescia notava nas cavadas que o waveski derrapava e perdia controle na rabeta, então saia da água e regulava as quilhas, primeiramente puxava a central para trás abrindo a distancia entre as quilhas laterais, com isso deixava a prancha mais dura, com mais projeção e menos maleabilidade. O que deveria ser feito era puxar o conjunto todo com a mesma proporção e não apenas uma, se não quisermos perder maleabilidade. Pequenas alterações mudam a prancha por completo. O que acontece é que sabemos muito pouco sobre quilhas e fazemos mudanças erradas e muitas vezes colocamos a culpa no Waveski.

Ao final desta matéria você irá entender o que estou falando, muitas vezes dizemos que a prancha esta amarrada, mas não olhamos para a condição do mar e tipo de onda, quanto maior as quilhas maior o atrito, quanto a direção , quanto mais fechadas, maior a resistência, vários fatores alteram a velocidade do waveski , vamos analisar alguns:



· Ângulos

Cada quilha tem que ter um ângulo, a central tem que ser 90º se estiver torta o waveski terá governo próprio ( rs) quanto as laterais os ângulos podem variar de 5º á 7º
causando com isso grandes alterações na maleabilidade. Quanto mais deitada mais fácil de agredir o lip. Ao inclinar o corpo para o lado para subir em
direção ao lip quanto mais ângulo, menos força o atleta terá que exercer , tornando os movimentos mais rápidos e as trocas de borda mais ágeis. O atleta consegue fazer maior numero de manobras num espaço mais curto, ideal para mar cavado e ondas rápidas Este tipo de angulação(7º) é para atletas com raciocínio rápido pois se o estilo do atleta não for este a prancha se tornara lenta para ele, pois esta angulação em linha reta perde velocidade, tem que haver uma troca de bordas constante. Com menos ângulo, as manobras se tornam um pouco mais abertas perdendo a radicalidade , ideal para ondas mais gordas



· Direcionamento

As quilhas podem ser direcionadas diretamente para o bico , uma polegada mais fechada cruzando o bico ou uma polegada mais aberta do bico Quanto mais fechada, mais maleabilidade, ideal para ondas rápidas e pequenas ( até 1,5 m) quanto mais abertas, mais velocidade, ideal para ondas rápidas e rápidas e grandes.





· Posições


· As quilhas laterais obedecem a uma posição quase que de regra , tem que estar embaixo do pivô do waveski (embaixo do assento). Usualmente os waveskis que fabrico obedecem esta regra , duas polegadas atrás da medida final da perna em relação ao assento e a central se distancia duas a três polegadas das laterais, dependendo da configuração do waveski. Esta configuração de posição permite surfar qualquer tipo de onda até dois metros com segurança sem necessitar alterar o posicionamento.






· Tamanho

Esta parte se torna muito interessante , através dos anos de surf com waveski cheguei a uma conclusão, ficar mexendo no posicionamento das quilhas quando não se entende muito do assunto, só dificulta a vida do atleta . O que deveria ser feito, sim ,é não mexer na posição das quilhas,e sim no tamanho, pois mexer na posição altera todo o surf, você está acostumado a exercer uma força para manobrar , daí o mar sobe e você altera a central puxando pra trás, mudou completamente o ponto em que está acostumado a manobrar e a força que esta acostumado a fazer, se ao invés disto tivesse a disposição uma quilha maior, primeiramente do meio já resolveria o problema pois quando damos uma cavada, uma das quilhas laterais perde o atrito com a água e somente a oposta e a central é que estão atuando, pense comigo ,se der uma cavada muito forte e a quilha central for pequena ,ela também perdera atuação num dado momento ,e somente uma das quilhas laterais estará em atuação, daí acontece a derrapagem e perdemos o controle , para não perdermos maleabilidade temos que primeiro mexer no tamanho da central , daí sim se não resolver puxar a mesma para trás sensivelmente. Já nas laterais , recomendo que não mexa , apenas altere de acordo com o tamanho das ondas , mas principalmente de acordo com a força que o atleta costuma executar nas manobras, muitas vezes quilhas muito pequenas nas laterais deixam a prancha uma verdadeira saboneteira.









Conclusão :


Descubra a angulação usada na sua prancha, a direção,converse com seu shaper a respeito das suas dificuldades , verifique o tamanho, às vezes uma pequena alteração faz uma mudança tremenda na performance, adquira mais de um quiver de quilhas e seja mais técnico ao entrar na água, sabendo antes da condição e que tipo de quilha irá usar, lembre-se que quilhas também fazem parte da sua segurança dentro d’água। Qualquer duvida tenho muitas histórias de posicionamentos de quilhas que me trouxeram muita alegria e muita frustração e também que poderão ajudá-lo a entender mais sobre estes fundamentos ।


Deus abençoe a todos, boas ondas e paz nas águas...







sábado, 15 de março de 2008

Corpo e Mente

E ai galera , essa matéria é show e vai nos ajudar a entender mais sobre competições ou porque as vezes as coisas não saem como a gente quer.

Em competições de elite o preparo físico e psicológico é decisivo para conseguir bons resultados. Nem sempre a maior habilidade decide, pois quando não estamos fortes física e mentalmente,
erramos as coisas mais simples e, num efeito cascata, as coisas ficam cada vez mais difíceis.


Levando-se em conta que na elite dos esportes todos são campeões, que as habilidades são parecidas, veremos que os detalhes acabam sendo determinantes, e o preparo físico e psicológico torna-se um grande aliado dos atletas.


No surfe, tenho visto que a maioria dos campeões é composta por atletas capazes de suportar pressões, e que geralmente têm sangue frio e ego forte para não se abater com os adversários difíceis e as situações que devem superar na bateria.

Em relação à parte física, àqueles que estiverem melhores preparados vão adquirir vantagem na remada, com mais chances de achar as ondas com potencial e, conseqüentemente, acabam por conseguir também um ganho psicológico.

Vários talentos foram desperdiçados por serem fracos de cabeça, muitas vezes por atitudes fora da água, outros por insegurança, falta de preparo físico, instabilidade familiar ou financeira.

Venho acompanhando várias gerações do surfe brasileiro e cheguei a acreditar que aqueles que mais necessitam da vitória, os mais pobres, tinham mais garra e vontade e por isso acabavam conseguindo superar as barreiras encontradas.

Hoje vejo que a combinação entre habilidade e força psicológica, além do preparo físico, é que fazem os grandes campeões.

Para se preparar psicologicamente é importante estar treinando muito para ter auto-confiança. É fundamental conhecer as ondas onde está sendo realizada a competição, para não haver surpresas. Só tentar fazer as manobras que você já domina, pois seus músculos não obedecem se sua cabeça não permite.

Os mais mascarados são fortes psicologicamente por que acreditam em si.

Quando isso acontece, eles são capazes de se superar os mais habilidosos. É justamente na soma de habilidade e confiança que surgem os craques, caras como Romário, Michael Jordan, Maradona, Kelly Slater, entre outros.

Nossa cabeça tem nuances, e é impossível se manter no topo por muito tempo. Às vezes nos descuidamos, noutras temos problemas pessoais e qualquer desvio no foco pode acabar com a concentração, afetando por completo a parte técnica e por tabela a nossa capacidade física.

No trabalho de equipe a capacidade de incentivar o grupo e poder de liderança são decisivos, qualquer quebra no grupo compromete seriamente os resultados - vide a seleção de futebol. Pensamento positivo sempre ajuda e o negativo só atrai baixo astral.È isso ai , bastante pensamento positivo dentro d’agua e fora também .

Abraços a todos ,Mauricio Souza.






Entrevistando:Maurício Souza


Voando pela TAM ,nas diversas etapas do Brasileiro:em presença constante no Podium, Mauricio proporciona, retorno certo para os patrocinadores

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Corpo e Mente